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Gravidez

No momento em que a mulher está grávida, seu organismo passa por alterações que se acentuam a cada dia de acordo com o desenvolvimento do bebê. Dentre todos os sinais que uma mulher percebe ao engravidar, o mais imediato e claro é a cessação da menstruação.
Outros sinais secundários que evidenciam a gravidez: enjôo, mal-estar, mamas inchadas e sensíveis, cansaço diário, pressão na bexiga, fadiga, aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, estresse, prisão de ventre, fome em excesso, inchaço, irritabilidade, aumento da necessidade de urinar, aumento da secreção vaginal, rejeição a cheiros e outros.

Primeira Gravidez

Gravidez
Quando a mulher enfrenta sua primeira gravidez, ela se sente assustada e insegura porque sabe que novas responsabilidades virão. São inúmeras dúvidas, preocupações, adaptações e anseios que rodeiam essa fase. Tudo isso deve ser encarado de maneira positiva — todos esses sentimentos são naturais, já que este é um momento desconhecido e de importantes transformações.
Nesse momento de descobertas e preocupações, a mulher fica extremamente ansiosa para conhecer as características do bebê, fica preocupada com o parto, com a saúde do bebê e com medo de não conseguir desempenhar bem seu papel de mãe.
Para tais desconfortos, é importante ter um bom acompanhamento pré-natal, dormir bem, estabelecer horários para alimentação, consumir alimentos naturais, realizar rigorosamente os exames prescritos pelo médico. Desta forma, a gestante terá suas dúvidas resolvidas e se sentirá mais confortável para outras atividades como: preparar o enxoval, o quarto, os móveis e tudo aquilo que o bebê e ela própria precisarão para se relacionar nos primeiros contatos após o nascimento.

Fases da Gravidez

Gravidez, apesar de não ser doença, é uma fase da vida que requer cuidados muito especiais. Do ponto de vista médico, costuma ser dividida em três trimestres.
O primeiro talvez seja o que mais apresenta reações indesejáveis. A gestante fica sonolenta e com a sensibilidade à flor da pele. Os seios dilatam-se e ficam doloridos. Algumas têm enjôo, náuseas e vômitos.
No segundo trimestre — o mais tranqüilo dos três — a mulher se sente mais disposta e o mal-estar desaparece. Normalmente, se não fosse pela barriga, talvez nem se notasse diferença no seu jeito de ser.
O terceiro trimestre parece ser o mais demorado para passar. Nesse período, as visitas ao médico têm de ser mais freqüentes e os cuidados redobrados. O volume do útero aumenta muito, o que causa alterações não só na aparência, mas na anatomia e fisiologia da mulher.
O apoio do marido e da família é fundamental para que a mulher leve a gestação com tranqüilidade e confiança.

Nutrição na Gravidez

Uma nutrição saudável e equilibrada garante um melhor desenvolvimento do bebê e uma gestação mais tranqüila para a mulher.
A nutrição desempenha um papel fundamental na gestação. Foi demonstrado através de testes laboratoriais que dietas deficientes causam efeitos prejudiciais tanto à mãe quanto ao feto. Foi constatado por diversos estudos que a má nutrição materna pode ser a causa de deficiências sérias no crescimento do bebê — resultando em bebês pequenos e de baixo peso.
As conseqüências da má nutrição para o feto dependem do período, severidade e duração da restrição dietética. Doses adicionais de proteínas, vitaminas e minerais são bastante recomendadas para o crescimento fetal.
Cuidado, porém, para não comer em grande quantidade. A qualidade do alimento é muito mais importante que a quantidade. Até o segundo trimestre, o recomendado são apenas poucas calorias a mais do que o habitual. Por exemplo, apenas um copo de iogurte e uma barrinha de cereal a mais. Depois dessa fase inicial, pode-se aumentar a quantidade de frutas, verduras e fibras.

Amamentação

GravidezO leite materno contém açúcar, gordura, vitaminas, água e todas as proteínas que o seu bebê necessita para ser saudável. O leite é um alimento completo e provê todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida.
O aleitamento materno deve ser iniciado logo após o nascimento. As mamadas acontecem de duas em duas horas ou sempre que o bebê chorar ou apresentar fome. O tempo de cada mamada normalmente é de vinte a trinta minutos. Os bebês têm mais fome quando mamam no peito pelo fato do leite materno ser digerido com mais facilidade que os leites industrializados.
Até os seis meses de idade o bebê deve ser amamentado pela mãe e não precisa de outro alimento, pois além do leite materno ser forte, é o mais indicado. Após esta idade, devem ser introduzidos outros alimentos simultaneamente ao aleitamento, sem a suspensão deste.
Durante a amamentação é importante que a mãe coloque o bebê bem próximo ao seu corpo: procure uma posição confortável, use travesseiro para apoio e certifique se o bebê está com fome.

Recomendações Para Mães que Amamentam

  • Evitar grandes quantidades de café, chá preto, chocolate, alimentos com corante, alimentos light e adoçantes;
  • Não exagerar em temperos de odor forte, como o alho;
  • Não fumar nem fazer uso de bebidas alcoólicas;
  • Comer peixe duas a três vezes na semana;
  • Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem contaminar o leite.

A CRIANÇA E OS DENTES

A finalidade deste escrito é chamar a atenção dos pais para algumas peculiaridades e cuidados com os dentes das crianças. É sumamente importante que se reconheça o valor e a importância dos dentes chamados decíduos, dentes-de-leite ou dentes temporários. Eles realmente são temporários, porém nem por isto devem ser descuidados.
Os dentes-de-leite, são em número de 20, dez em cada arcada. Dividem-se em grupos e cada grupo tem sua finalidade específica na mastigação. Os incisivos cortam, os caninos rasgam e os molares trituram. Isso caracteriza a necessidade da presença de todos os dentes, para que seja efetuada uma boa mastigação.
Deve ser ressaltado que, nas dentes temporárias, não existe o grupo dos prémolares, que se encontram depois nos dentes permanente.
A mudança dos dentes
Quanto à substituição dos dentes temporários pelos permanentes, é fundamental esclarecer alguns pontos que são imprescindíveis para o cuidado deles. Os dentes permanentes vão se formando por baixo dos temporários e, conforme evoluem em sua formação, reabsorvem concomitante mente as raízes dos antecessores, até que estes caem e os permanentes aflorem. Eis a razão porque os dentes temporários, quando caem, não têm raízes.
Mas antes eles as tiveram, tal qual os dentes permanentes.
A dentição permanente inicia com a erupção dos primeiros molares, os quais se localizam atrás de todos os de leite, sem substituir, portanto, nenhum temporário. Os pais devem ter conhecimento deste fato - o nascimento dos primeiros molares aos 6 anos - pois é comum confundirem estes dentes com dentes-de-leite, em razão de, ao nascerem, não ter caído nenhum dente. Esta confusão é lamentável e, por vezes, desastrosa, leva ao seu descuido e, com freqüência, até a sua perda total. E estes são talvez os dentes mais importantes de todos os outros permanentes, porque, durante a época da mudança, são eles que mantêm a articulação. Por isso, são chamados "dentes-chave-da-oclusão", isto é, dentes que sustentam e dirigem a correta posição dos outros dentes. Sua perda prematura gera distúrbios difíceis de serem reparáveis, não só estéticos, mas também aqueles prejudiciais à própria saúde e desenvolvimento harmônico da criança.
Dentição mista e sua cronologia
A dentição mista é um importante periodo no desenvolvimento da criança, que vai dos 6 anos, quando erupciona o primeiro molar permante , até aos 11 - 12 anos quando erupcionam os caninos e os segundos prémolares.
A dentição mista completa, compreende os primeiros molares permanentes, e os quatro incisivos permanentes.
Dentes temporários: caninos e primeiros e segundos molares decíduos.
Cronologia da erupção, dentes permanentes
O primeiro dente permanente a aparecer é o 1º Molar, que erupciona atrás dos dentes decíduos.
A seguir erupcionam os Incisivos Centrais e depois os Incisivos Laterais. Esta situação permanece algum tempo, e se chama dentição mista. Só a partir dos 10 anos surgem os prémolares os caninos permanentes.
Os 3° Molares (sisos) podem ser esperados depois dos 18 anos. Porém, sua erupção depende de que tenha espaço. Se o espaço é pouco ou muito pouco ele pode ficar incluso. Os dentes inclusos podem erupcionar tardiamente, quando há perda de um dos molares e ele ganha espaço.
NOTA: Esta sequência de erupção é relativamente constante, quando há inversão na sequência pode-se suspeitar que esteja ocorrendo algum empecilho para a erupção do dente atrasado. Isto pode ser um dente extra numerário ou posição anormal (anômala ou ectópica). Quanto as idades de erupção dos dentes há variações significativas que estão dentro da normalidade. Regra geral, igual a toda a maturação, o sexo masculino é um pouco atrasado em relação ao feminino.
Os dentes de leite devem ser tratados?
Eis outro aspecto importante. A pergunta deve ser respondida com a afirmativa: "Sim, devem ser tratados e muito bem tratados". Há vários motivos para isto, passamos a relatar alguns deles:
 
É falsa a crença de que os dentes temporários não necessitam ser tratados, porque serão logo substituídos pelos permanentes, descuidam-se no seu tratamento. Nada mais irreal. A saúde dos dentes permanentes é uma conseqüência direta da saúde dos dentes temporários. Dentes temporários estragados e não reparados podem causar sérios danos aos dentes permanentes
O processo de cárie passa de um dente para outro. Assim, na dentição mista (onde estão presentes dentes decíduos e permanentes por um período de 4 a 5 anos) um dente-de-leite estragado compromete a integridade dos dentes permanentes
Em razão do tempo de utilização, os dentes de leite devem também ser tratados, como os permanentes. Senão vejamos. Alguns dos decíduos só serão substituídos 10 anos depois de nascerem. O segundo molar temporário, por exemplo, nasce aos 20 meses e é substituído aos 10 ou 11 anos. Este dente, quase sempre, quando não é tratado, nem cuidado, está completamente comprometido pela cárie aos 6 anos e fatalmente deverá ser extraído. Atentem bem, este dente só será substituído 4 a 5 anos depois. Portanto, esta criança, durante esse largo período, ficará prejudicada na mastigação, justamente em um período importante de sua vida, quando mais necessita dos complexos alimentares para o seu crescimento. Mais do que nunca, ela precisa alimentar-se bem e absorver bem os alimentos. Todos sabem que a digestão se inicia pela boca. Para que os alimentos sejam bem aproveitados no resto do aparelho digestivo, exige-se que esta primeira parte da digestão seja bem feita. A trituração perfeita dos alimentos, por uma mastigação também perfeita, possibilitará ao organismo uma fácil absorção dos alimentos e proporcionará o aproveitamento das substâncias fundamentais para o crescimento normal.
O dente-de-leite dói, do mesmo modo que dói o permanente. Todos sabem que uma dor de dente não é nada bom. Porque então deixarmos que nossas crianças sofram? Porque deixar que os dentes cheguem ao ponto de doerem? Mais ainda, dente cariado quando não dói espontaneamente, dói quando excitado pelo frio ou pelo calor. Quantas inapetências não se explicam pela dor de dente? Quantas preguiças de estudar não se explicam pela dor de dente? Quantas irritações "inexplicáveis" não se explicam pela dor de dente? São perguntas a serem meditadas, para que se tomem as providências necessárias
Já foi concluído, como vimos antes, que, dentes estragados e não tratados, trazem em conseqüência uma deficiente mastigação. Esta deficiência, além do problema alimentar que causa, provoca uma perturbação direta no crescimento dos maxilares, privando esta região dos estímulos benéficos da mastigação. Todos os órgãos, todos os tecidos, necessitam estímulos para crescerem, como necessitam estímulos para se conservarem sãos. Não é sem razão que os cientistas afirmam: "A função faz o órgão"
Os dentes-de-leite, extraídos prematuramente, não guardam espaço para seus correspondentes permanentes. Daí grande número de problemas ortodônticos: dentes tortos, que não são desejáveis, não só, pelo aspecto estético, como, também, porque estes dentes em má articulação são mais suscetíveis a cáries e problemas de gengivas. Os dentes muito juntos proporcionam maior acúmulo de placa bacteriana, a qual é determinante das cáries e dos problemas de gengiva. Além de que dentes apinhados "escondem" as cáries, e quando são descobertas já são grandes
O tratamento dos dentes-de-leite habitua a criança, desde cedo, aos bons hábitos de higiene dentária
Dentes estragados e infeccionados comprometem todo o organismo. Provocam a piofagia (engolimento de pus). Germes são levados pela corrente circulatória, localizando-se em diversas partes do organismo, muitas vezes atacando um órgão já debilitado
Os exames feitos nas crianças permitem, ao clínico geral ou o odontopediatra, verificar qualquer alteração na articulação dos dentes e encaminhar ainda em tempo ao ortodontista. Em alguns casos, os tratamentos ortodônticos podem ser iniciados muito cedo, com grandes benefícios para o paciente. E, não raras vezes, sem que seja necessário colocar aparelhos, outras atitudes proporcionam melhor posicionamento dos dentes. De qualquer maneira, o acompanhamento desde cedo possibilita parâmetros para um diagnóstico futuro. Não deixem, pois, para mais tarde, sem o planejamento e acompanhamento de um ortodontista. É sempre mais fácil ir retificando o crescimento da árvore, do que deixá-la crescer torta para depois endireitá-la
Meios de conservar os dentes
 
Alimentação:

Uma alimentação perfeita é primordial para a constituição de dentes sãos. Não é suficiente, e muitas vezes até desnecessário, dar cálcio. Muitos pais acreditam que, dando cálcio, está resolvido o problema para conseguir dentes fortes. Sem dúvida, o cálcio, um dos principais elementos da constituição dos dentes, é muito importante. Mas necessita ser aplicado na época oportuna, quando o dente está em formação. Além do cálcio, são importantes para a constituição de dentes fortes: fósforo, vitaminas, principalmente A, C e D. É mais desejável, porém, que esses elementos sejam fornecidos ao organismo através de alimentos, do que de drogas. Para isso, deve haver a orientação do médico pediatra
Escovagem dos dentes:

A escovagem deve iniciar-se, na criança, o mais cedo possível. A princípio, deve ser executada pela mãe, já que a criança, antes de ter habilidade suficiente para tanto, necessita de que seus dentes sejam limpos. Os fabricantes de escovas de dentes oferecem um tamanho infantil muito próprio e atrativo. A escovagem à noite é a mais importante, porque, durante a noite, há uma diminuição considerável de excreção salivar, que é um dos elementos naturais e benéficos de limpeza dos dentes
Fluoração:

Está comprovado, estatisticamente, que o flúor tem uma influência altamente significativa sobre os dentes, diminuindo a incidência de cáries. Pode ser administrado de duas maneiras: a) aplicações tópicas sucessivas, sobre a superfície dos dentes; b) ingestão prolongada de um sal de flúor diluído na água. Algumas cidades, inclusive Uruguaiana, adicionam flúor na água potável. Este segundo meio é consideravelmente mais eficiente, desde que o flúor seja ingerido quando os dentes estão em formação e por um período prolongado. No entanto, reputamos mais importante do que a aplicação tópica do flúor, ou mesmo do que sua ingestão, uma escovagem perfeita dos dentes
Exames Periódicos:

De 6 em 6 meses, os dentes devem ser examinados por um odontólogo, a fim de que as cáries sejam tratadas quando ainda incipientes
Tratamento Ortodôntico:

A correção dos dentes tortos não têm um resultado unicamente estético. Os dentes em má posição são altamente suscetíveis às cáries e à paradentose (vulgarmente chamada de piorréia)
Cuidado com os doces:

Os doces são gostosos, mas são um dos principais fatores coadjuvantes da cárie. Não podemos proibir as crianças de comerem doces. Sugerimos que comam quanto quiserem, mas de uma só vez, e logo depois, escovem bem os dentes
Conselho aos pais
 
Não manifestar seus próprios temores diante dos filhos. O medo, que muitas crianças apresentam na primeira visita ao consultório dentário, é devido, quase sempre, a ter ouvido relatos tenebrosos de "experiências" paternas
Não utilizar o dentista como ameaça. As célebres frases como "não incomoda, senão faço o dentista te arrancar um dente", ou, "faço o doutor te dar uma injeção". Fazem crer que estas coisas são tremendamente ruins, pois são oferecidas como castigos
Fazer os filhos se familiarizarem com o consultório dentário. Para isso, eles podem ser levados algumas vezes, como acompanhantes de alguma pessoa da família, que esteja em tratamento dentário. Isto, no entanto, deve ser feito com muito cuidado. De uma maneira completamente natural, sem chamar a atenção da criança para os aspectos negativos. É necessário ter cuidado até com as frases: "Viu que não dói nada ". A palavra dor não deve ser mencionada. A criança deve ser levada ao consultório dentário, da mesma forma como é levada pela mãe quando vai ao cabeleireiro ou à manicure
Fazer com que seus filhos valorizem os bons dentes e que se sintam orgulhosos de tê-los bem limpos e tratados
Não levar a criança ao consultório, a primeira vez, quando ela está com dor. Esta é uma falta imperdoável dos pais. Uma criança que chega ao consultório com dor, obriga o profissional a nela intervir sob condições completamente adversas, em um tecido dolorido e sem a confiança do pequeno paciente. Isto pode causar um traumatismo psíquico, que será levado por toda vida. A criança deve iniciar os exames dentários aos 3 anos e depois, periodicamente, de 6 em 6 meses. Ainda que tudo pareça normal. Assim, ficará familiarizada com o odontólogo e, este, não terá necessidade de usar intervenções imediatas, dedicando algumas sessões, apenas, para conseguir a simpatia e confiança da criança, o que é fundamental para o tratamento dentário.

A AMAMENTAÇÃO:

COMO TUDO COMEÇA
Todo ser humano nasce com a capacidade de respirar pelo nariz. Além disso, também necessita se alimentar.
No bebê, o ato de se alimentar acontece através da sucção que é o primeiro estímulo responsável pelo crescimento facial. A mandíbula se desenvolverá devido ao estímulo que a sucção oferece. Quando o bebê suga, ele exercita toda sua musculatura orofacial. É esta mesma musculatura que, mais tarde, ele utilizará para articular os fonemas.
Com o passar dos meses, o bebê começará a se alimentar de sólidos. Então, inicia-se o processo de mastigação que é um ato aprendido após a erupção dos dentes decíduos. A mastigação é a função mais importante do sistema estomatognático e deve ser estimulada com o consumo de alimentos duros, secos e fibrosos. Por volta dos quatro anos de idade, a criança terá sua mastigação amadurecida. Isto significa que ela se realizará através de movimentos rotatórios de mandíbula, alternados e deve ser bilateral. Se a mastigação for unilateral, poderá causar assimetria facial e alteração oclusal.
Sendo assim, o desenvolvimento da musculatura facial ocorre em etapas, iniciando-se com a amamentação que é o primeiro estímulo. No caso da amamentação através da mamadeira, não há tanta força de sucção como no seio materno. Além disso, não ocorrerá o vedamento labial, o que estimula a respiração oral. Quanto à respiração, deve ser nasal, pois a oral causará alterações em todo o organismo. Algumas das conseqüências da respiração oral são: maxila estreita e palato ogival; mordida cruzada posterior; mau hálito; sono agitado; postura corporal incorreta.
Por esses motivos, desde o nascimento, o bebê deve ter sua musculatura orofacial estimulada de modo correto, já que é esta musculatura que realiza funções tão fundamentais como a respiração, mastigação, deglutição e fala. Se estas funções se desenvolverem de maneira adequada, as crianças também terão um crescimento facial adequado.
Então, devemos nos conscientizar que é extremamente importante a prevenção para que não haja desequilíbrios em todo o organismo.

Chances de má formação no feto sobem 13%, aponta levantamento britânico

Mal passivo: exposição de gestantes ao tabaco coloca saúde do feto em risco Mal passivo: exposição de gestantes ao tabaco coloca saúde do feto em risco (Jupiterimages/Thinkstock)
O cigarro provoca vasoconstrição, diminuindo o fluxo sanguíneo na placenta. Assim, com menos irrigação, há mais riscos ao bebê
A ciência já comprovou à exaustão os males do tabaco aos fumantes passivos. Agora, um estudo realizado pela Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha,  e publicado no periódico Pediatrics detalha os prejuízos para as mulheres grávidas e seus bebês. Essas fumantes passivas têm 13% mais chances de gerar um bebê com má formação congênita e, pior, 23% de dar à luz um natimorto.
A pesquisa é resultado de uma revisão sistemática de 19 estudos realizados nas Américas, Ásia e Europa. Das mulheres que participaram, nenhuma havia fumado durante a gravidez, mas todas haviam sido expostas à fumaça do cigarro de companheiros ou familiares. O pai do bebê, na maioria dos casos, foi apontado como principal responsável.
Para Lúcio Souza dos Santos, pneumologista do Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, afirma, no entanto, que é difícil precisar os riscos do fumo passivo para grávidas. Isso porque os prejuízos à gestação dependem da concentração da fumaça no ambiente e da frequência com que a mulher é exposta ao cigarro. "A concentração do poluente é fundamental. Se a exposição ao cigarro acontecer repetidamente, certamente haverá riscos para o feto", diz Santos.
O pediatra João Paulo Lotufo, responsável pelo Programa Antitabágico do Hospital Universitário da USP, explica que o cigarro provoca vasoconstrição, diminuindo o fluxo sanguíneo na placenta. Assim, com menos irrigação, há mais riscos da geração de um natimorto.

Amamentação pode deixar a criança mais inteligente

Leite materno: crianças que são amamentadas por, no mínimo, quatro semanas têm desempenho melhor na escola Leite materno: crianças que são amamentadas por, no mínimo, quatro semanas têm desempenho melhor na escola (IT Stock Free/Thinkstock)
Amamentar um recém-nascido por, no mínimo, quatro semanas pode deixar a criança mais inteligente. As diferenças são percebidas até os 14 anos, quando os resultados na leitura, na escrita e até mesmo no raciocínio matemático são melhores do que aqueles apresentados por crianças que não receberam amamentação materna. O estudo, conduzido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford e do Instituto de Pesquisa Econômica e Social da Universidade de Essex, ambas da Inglaterra, não conseguiu, no entanto, mensurar exatamente quanto a amamentação melhora a inteligência da criança..
Já se sabia, no entanto, que a amamentação melhora significativamente o sistema imunológico dos bebês, sendo fundamental no combate a infecções, problemas estomacais e até mesmo à asma. A descoberta da relação com o desenvolvimento cognitivo vem engrossar a lista de benefícios do leite materno e pode vir a entrar nas campanhas pró-amamentação. “Os benefícios à saúde já eram conhecidos, mas agora nós podemos garantir que há efeitos positivos também ao cérebro da criança”, diz Maria Iacovou, coordenadora do estudo. Segundo a pesquisadora, é necessário ajudar as mães que pretendem amamentar, mas, por motivos diversos, não o conseguem.
Durante a pesquisa foram analisados dados de mais de 10.000 crianças, filhos de alunos das duas faculdades responsáveis pela pesquisa. O desempenho escolar de cada criança que era amamentada pela mãe foi comparado com o de uma criança que recebia leite industrializado. Mesmo com pequenas variáveis na qualidade da educação de cada criança, os pesquisadores perceberam que as que ingeriram o leite materno se saíram melhor na escola, tanto no ensino médio quanto no básico.
Mulher – Vários estudos já demonstraram que a amamentação protege a mãe contra o câncer de ovário e o de mama – acredita-se que pelo papel que desempenha no equilíbrio hormonal da mulher. Algumas pesquisas defendem ainda que há benefícios para a forma física da mulher, uma vez que ajuda a queimar cerca de 500 calorias por dia.

 
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